Cólera mata 20 e Zimbábue declara emergência

Exacerbated by poor sanitation and rainy-season floods, the outbreak started in the capital, Lilongwe, on November 17th, quickly spreading to two of the capital's densely-populated slums where there is no running water. The disease has now spread to more than 30 percent of the districts in the country, with the highest concentration remaining in and around Lilongwe.
MSF teams are helping to set up special isolation units in the most affected areas in Lilongwe and also installing latrines and donating special cholera beds and plastic sheeting to help with the response.

O Zimbábue declarou nesta terça-feira (11) uma emergência de saúde por um surto de cólera na capital, Harare, após a morte de 20 pessoas e a contaminação de outras 2.000 como resultado da ingestão de água contaminada, disse o ministro da Saúde do país, Obadias Moyo.
“Nós não queremos mais mortes, declaramos o alerta para conter a cólera, a febre tifóide e tudo o que está acontecendo”, disse Moyo hoje depois de visitar um dos hospitais que estão tratando pacientes na capital.
O surto começou nos subúrbios de Glen View e Budiriro, onde de acordo com autoridades do Conselho Municipal de Harare, um vazamento de canos de esgoto poluem os poços comunitários de água que abastecem as áreas vizinhas.
Harare, como muitas cidades do país, não tem água potável suficiente, obrigando os moradores a usar água de poços desprotegidos.
A venda de carne e peixe nas áreas afetadas foi proibido, segundo funcionários do Conselho. E algumas escolas suspenderam as aulas para evitar novas infecções, de acordo com jornal local “The Chronicle”.
O Governo do Zimbábue também solicitou assistência das Nações Unidas e empresas privadas para disponibilizar água potável para áreas contaminadas.
Esta é a quarta vez nos últimos 15 anos que a cólera, que causa vômitos e diarréia intensa, e pode ser letal se não for tratada, afeta o Zimbábue.
Entre 2008 e 2009, a maior epidemia de cólera foi registrada na história do país. Mais de 4.000 pessoas morreram em nove meses, enquanto mais de 90.000 foram infectadas.
G1



