De dois lenços amarrados até a grande variedade de modelos: Conheça a história do sutiã
A palavra sutiã vem do francês soutiengorge, que significa sustentador de seio.No primeiro milênio as mulheres usavam apenas uma faixa de pano para cobrir os seios. Eram os chamados proto-sutiãs usados por mulheres que não precisavam trabalhar. Já as escravas ficavam com as mamas expostas.
Na Idade Média surgiram os espartilhos, usados até hoje. As peças, estruturadas por barbatanas, modelaram o corpo da mulher e ainda eram conhecidas como corpetes, cintas e bustiês.
Liberdade sem espartilhos
Em 1889, na França, HerminieCadolle patenteou a criação do primeiro SUTIÃ, ao dividir o espartilho em duas peças, uma cobria os seios e a outra modelava a cintura.
Mas o sutiã surgiu mesmo na época da Primeira Guerra Mundial, quando as mulheres precisavam se livrar dos espartilhos, e ter mais conforto para fazer trabalhos pesados, realizados pelos homens que estavam na guerra.
Nos Estados Unidos, em 1913, Mary Phelps Jacob, que mudou seu nome para Caresse Crosby, usou dois lenços amarrados com fitas sob o vestido. Em 1914, ela patenteou a invenção do sutiã.
Mas, a pioneira Crosby não teve sucesso nas vendas para a indústria têxtil e decidiu repassar sua invenção para a Warner Bros por cerca de 1500 dólares. Em seguida, a Warner faturou mais de 15 milhões com o sutiã.
Na década de 1950, com o surgimento do náilon na empresa americana Dupont, o sutiã passa a ter mais elasticidade e resistência, possibilitando a criação de peças com variedade de modelos, cores e tamanhos.
Por que feministas queimaram sutiãs?
Em 7 setembro de 1968, na cidade de Atlantic City, um grupo de ativistas do “Women’sLiberationMovement” promoveu o “Bra-Burning”, que ficou conhecido como “Queima dos Sutiãs”, em protesto contra o concurso de Miss América.
A ideia das mulheres era denunciar a exploração comercial da aparência feminina. Os historiadores afirmam que a queima foi apenas simbólica. Durante o protesto elas colocaram no lixo objetos como sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços e spray para cabelos, que eram símbolos da repressão e do machismo.
A ressignificação do sutiã
Depois de ser colocado como símbolo da opressão masculina, as mulheres se apoderaram do sutiã e ressignificam ele como objeto da sua autoestima, deixando-as mais seguras e confiantes. Hoje, as marcas de lingerie pelo mundo entenderam o recado das mulheres.
Elas colocam o sutiã como um objeto de apoio ao empoderamento feminino e como símbolo do autocuidado entre as mulheres, oferecendo mais opções de tamanho, texturas, formas e cores.
Foto: divulgação



