Eleições: a corrida pela reeleição política ou manutenção do cabide de emprego?, por Júlio César Cardoso

Nas próximas eleições, muitos políticos buscarão renovar seus mandatos ou disputar novos cargos. Mas será que esse interesse existiria se o exercício da política não fosse tão bem remunerado?
A política em sua essência não deveria ser encarada como profissão, mas como prestação de serviço cívico transitório ao país. Mandato é uma missão temporária, e, ao seu término, o indivíduo deveria retornar à sua profissão. A perpetuação de mandatos por meio da reeleição ou eleição a outros pleitos compromete a oxigenação do sistema político e deveria ser revista.
Tanto o Legislativo, em todas as suas esferas, quanto o Executivo carecem de renovação constante. É sabido que o poder, a visibilidade pública e as benesses associadas ao exercício político exercem um fascínio sobre muitos. Contudo, nenhum político é insubstituível. E não esquecer que muitos daqueles que se julgavam úteis ou indispensáveis hoje repousam nos cemitérios esquecidos, sem que o país tenha sentido a sua ausência.
O eleitor deveria votar apenas em candidatos novos, como resposta aos políticos carreiristas.

Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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