Flávio Bolsonaro segue cartilha do pai, condenado por golpe, e diz que não aceita vitória de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (25) que não reconhecerá o resultado do segundo turno da eleição presidencial, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após a confirmação da derrota, o candidato do PL questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação em duas horas em todo o país e alegou que a medida comprometeu a igualdade de condições entre os eleitores. Ele afirmou que irá pedir anulação do pleito.
Lula havia conquistado 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem superior a quatro milhões de votos. Apesar da diferença, o senador colocou em dúvida a legitimidade do processo eleitoral e condicionou o reconhecimento do resultado a esclarecimentos sobre a decisão judicial.
“O ministro Zanin atropelou a justiça especializada e prorrogando as eleições por duas horas. Houve uma quebra total de isonomia entre brasileiros de diversos estados. Tem muita coisa que precisa ser feita antes de reconhecer esta sacanagem que ocorreu agora” disse Flávio Bolsonaro.
A manifestação ocorreu depois de uma apuração marcada por mudanças na liderança da disputa e pela expectativa de vitória entre os integrantes da campanha bolsonarista. Um dos pontos que chama a atenção é que a própria campanha do PL havia solicitado a ampliação do horário de votação, posteriormente utilizada pelo candidato como argumento para questionar o resultado das urnas.

Decisão de Zanin vira alvo de críticas do bolsonarismo
A controvérsia teve início ainda durante a votação, quando o ministro Cristiano Zanin determinou que as seções eleitorais permanecessem abertas até as 19h. A decisão ocorreu após relatos de dificuldades no transporte público, que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores aos locais de votação.
A extensão do horário provocou reações de aliados de Flávio Bolsonaro antes mesmo da divulgação dos resultados. Entre os parlamentares que criticaram a medida estavam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ).
Lula conquista a reeleição e impõe derrota ao candidato do PL
A vitória de Lula garantiu ao petista um quarto mandato presidencial e encerrou uma disputa polarizada contra Flávio Bolsonaro, que representou o campo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com 51,78% dos votos válidos, o presidente assegurou a continuidade de seu governo, enquanto o adversário terminou o segundo turno com 48,22%.
A diferença superior a quatro milhões de votos deu a Lula uma vantagem expressiva em números absolutos, embora o resultado percentual tenha refletido a divisão do eleitorado brasileiro.

Foto: Reuters/Brian Snyder
Brasil 247

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