Governo Lula registra queda recorde no desmatamento da Amazônia
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou uma nova e expressiva redução do desmatamento na Amazônia. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas caíram 36,87%, levando a devastação ao menor patamar desde 2016 e reforçando a trajetória de recuperação da política ambiental brasileira.
Os números foram apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) durante as comemorações dos 65 anos da instituição, em São José dos Campos (SP). Os dados são provenientes do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), utilizado para identificar rapidamente alterações na cobertura florestal e orientar ações de fiscalização.
Área sob alerta cai 55,6%
Os dados apontam uma redução ainda mais significativa quando considerada a extensão territorial atingida.
A área sob alerta de desmatamento na Amazônia chegou a 2.874,38 quilômetros quadrados, queda de 55,6% em relação ao ciclo anterior.
Os números do Deter reforçam a tendência apontada também pelo Prodes, projeto do Inpe responsável pelo acompanhamento sistemático do desmatamento na Amazônia.
A redução representa um resultado relevante para a política ambiental do governo Lula, que estabeleceu como uma de suas metas chegar ao desmatamento zero na Amazônia até 2030.
Maioria dos estados registra redução
A queda dos alertas alcançou importantes estados da Amazônia Legal.
Pará, Mato Grosso, Amazonas, Acre e Rondônia registraram reduções, que chegaram a aproximadamente 49% em alguns estados.
Roraima seguiu na direção contrária e apresentou aumento de 32,5% nos alertas, mostrando que a trajetória de redução não ocorre de maneira uniforme em toda a região.
As diferenças entre os estados também reforçam a importância das políticas de fiscalização e controle territorial direcionadas às áreas onde a pressão sobre a floresta permanece elevada.
Cerrado também registra queda
A redução do desmatamento não ficou restrita à Amazônia.
No Cerrado, os alertas recuaram 7,8%, com 5.119,46 quilômetros quadrados de área identificada pelo sistema de monitoramento.
A maior parte das áreas apontadas no bioma está localizada em propriedades privadas, dado relevante para as estratégias de controle e prevenção do desmatamento.
Embora a queda percentual no Cerrado tenha sido menor do que na Amazônia, o resultado indica redução da pressão sobre outro dos principais biomas brasileiros.
Desmatamento cai no conjunto do país
Os números apresentados pelo Inpe se inserem em um movimento mais amplo de redução da devastação ambiental no Brasil.
Em 2025, o desmatamento no território brasileiro apresentou queda de 20,1% em comparação com 2024.
Entre os resultados mais expressivos aparecem o Pantanal, com redução de 65,4%, e o Pampa, onde a queda chegou a 41,7%.
Os dados reforçam a tendência observada pelos sistemas de monitoramento ambiental e ajudam a dimensionar a redução do desmatamento em diferentes regiões do país.
Lula destaca liderança climática do Brasil
O presidente Lula utilizou os resultados para defender a política ambiental brasileira e reforçar a posição do país no debate internacional sobre mudanças climáticas.
Ao comentar os números, Lula afirmou que “ninguém, nem os Estados Unidos, levam a questão climática a sério como leva o Brasil”.
O presidente também relacionou o desempenho ambiental brasileiro ao enfrentamento de pressões comerciais e tarifas impostas pelos Estados Unidos, apresentando os resultados obtidos pelo país como argumento em defesa das políticas brasileiras.
A redução do desmatamento tornou-se um dos elementos centrais da estratégia do governo para recuperar a projeção internacional do Brasil na agenda climática.
Organizações ambientais veem caminho para desmatamento zero
Os novos números também tiveram repercussão positiva entre organizações dedicadas à proteção ambiental.
O Observatório do Clima e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) avaliaram positivamente os resultados e destacaram que a trajetória observada mostra ser possível avançar em direção à meta de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030.
A combinação dos dados do Deter com a tendência identificada pelo Prodes reforça a queda da devastação florestal e coloca os próximos anos como decisivos para saber se o Brasil conseguirá transformar a redução atual em um processo permanente de preservação da Amazônia.
Brasil 247



