Janja defende Lula após polêmica de Flávio Bolsonaro: ‘Nossa Senhora Aparecida, olhai por nós’

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, publicou nesta sexta-feira (25) uma foto do presidente Lula (PT) segurando a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
A socióloga fez a postagem no Instagram após a informação de que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende resgatar uma antiga proposta para restringir aos católicos o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira.
“Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!”, escreveu Janja na rede social.
A polêmica proposta foi apresentada no Congresso, mas já não está em tramitação. Em dezembro de 2007, o então deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT) protocolou o Projeto de Lei 2.623/2007.
Segundo os registros da Câmara dos Deputados, a autoria pertence exclusivamente a Galli, sem qualquer indicação de participação de Flávio Bolsonaro como autor, coautor ou integrante da iniciativa.
O objetivo do texto era modificar a Lei 6.802, de 1980, responsável por instituir o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. A mudança proposta substituía a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”, sem alterar a manutenção do feriado nacional.
Ao justificar a proposta, Galli sustentou que a condição laica do Estado brasileiro seria incompatível com a atribuição oficial de uma padroeira ao país. A Comissão de Educação e Cultura rejeitou o mérito do projeto, que acabou arquivado pela Câmara em 22 de agosto de 2008.
O tema voltou a ganhar repercussão em 2018, após novas publicações sobre a proposta circularem nas redes sociais. Naquele momento, a Câmara esclareceu que o PL 2.623/2007 continuava arquivado desde 2008 e não fazia parte da pauta legislativa.

Flávio Bolsonaro se manifesta
O filho de Jair Bolsonaro resolveu atacar o presidente Lula ao comentar sobre o projeto. Em entrevista à imprensa, o parlamentar da extrema direita classificou a informação como “fake news”.
O senador afirmou que Lula “vira cristão a cada quatro anos”. O candidato disse respeitar “todas as regiões” e reforçou que “não é papel do Estado se meter na Igreja”.

Brasil 247

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