Lula viaja aos EUA e abre Assembleia da ONU. Presidente terá encontros sobre clima, Gaza e democracia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (21) para Nova York, onde participará da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que será aberta na terça-feira (23). Lula abrirá oficialmente os debates do encontro, seguindo uma tradição histórica reservada ao Brasil.
A viagem ocorre poucos dias após o anúncio de tarifas pelo governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, o que elevou as tensões diplomáticas entre os dois países. Nos últimos meses, Lula e ministros criticaram duramente a política comercial norte-americana, enquanto Trump acusou o Brasil de perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Discurso de abertura na ONU
Segundo o g1, o discurso de Lula ainda não foi finalizado, mas a expectativa é que seja marcado por recados indiretos a Trump. O presidente deve enfatizar a defesa da soberania brasileira, criticar tarifas impostas por Washington e reforçar a independência do Supremo Tribunal Federal (STF).
O texto também abordará temas caros à política externa de Lula, como democracia, multilateralismo, reforma da ONU e apelos por cessar-fogo nos conflitos da Ucrânia e da Faixa de Gaza.
Atritos com Donald Trump
Nos bastidores da diplomacia internacional, há especulações sobre um possível encontro de Lula com Donald Trump nos corredores da ONU. Embora não haja reunião formal prevista, o cruzamento dos dois líderes no mesmo espaço será acompanhado de perto.
Agenda paralela: Gaza, clima e democracia
Antes da abertura, na segunda-feira (22), Lula participará de uma conferência organizada por França e Arábia Saudita para debater alternativas à guerra em Gaza e a criação de dois Estados, um judeu e outro palestino.
Ainda de acordo com a reportagem, na terça-feira (23), ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres, o presidente brasileiro comandará um evento sobre mudanças climáticas, incentivando ações para a COP30, que será realizada no Brasil em 2025. O governo também apresentará o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltado à preservação ambiental.
Na quarta-feira (24), Lula liderará, com Gabriel Boric e Pedro Sánchez, o evento “Em Defesa da Democracia”, que discutirá o combate ao extremismo, à desinformação e ao discurso de ódio.
Comitiva presidencial e ausência de Padilha
Entre os nomes que devem integrar a comitiva estão Mauro Vieira (Relações Exteriores), Ricardo Lewandowski (Justiça), Marina Silva (Meio Ambiente), o assessor especial Celso Amorim e a primeira-dama Janja da Silva.
Uma ausência marcante será a de Alexandre Padilha, ministro da Saúde, resultante da imposição de restrições à locomoção no país por parte do governo Trump. Em entrevista à GloboNews, ele disse que cancelou a viagem após as restrições serem impostas pelos EUA, que classificou como “inaceitáveis” e “uma afronta”.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Com informações do G1



