Mais de 400 sindicatos declararam apoio a Lula e Alckmin e preparam grande mobilização nacional

Mais de 400 dirigentes sindicais declararam apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin e estão organizando uma ampla mobilização do movimento sindical para a campanha eleitoral de 2026.
A articulação ganhou força durante uma plenária virtual realizada em 20 de abril, que reuniu representantes das nove centrais sindicais, dirigentes de sindicatos, federações e confederações e integrantes da coordenação da campanha.
O apoio foi consolidado no manifesto “Sindicatos com Lula”, aberto a novas assinaturas. O documento apresenta as razões pelas quais as entidades consideram a continuidade do atual projeto de governo estratégica para os trabalhadores.
Segundo os sindicalistas, Lula “assume firme compromisso com a pauta da Classe Trabalhadora” e representa um projeto baseado na valorização do trabalho, expansão da educação, inovação, domínio de tecnologias estratégicas, desenvolvimento industrial e melhor distribuição da riqueza produzida no país.
Trabalho no centro do projeto de desenvolvimento
Um dos principais argumentos apresentados pelo movimento sindical é que a política econômica de Lula recolocou o emprego e a renda dos trabalhadores no centro da estratégia nacional de desenvolvimento.
O manifesto destaca propostas voltadas à retomada do crescimento, ao fortalecimento da Nova Indústria Brasil e à criação de empregos de maior qualidade.
Para os dirigentes sindicais, a reindustrialização brasileira também precisa estar associada ao domínio nacional de tecnologias consideradas estratégicas, ampliando a capacidade produtiva do país e criando postos de trabalho qualificados.
A defesa da candidatura Lula-Alckmin está, portanto, vinculada não apenas às políticas trabalhistas, mas a uma concepção mais ampla de desenvolvimento econômico, industrial e tecnológico.
Sindicalistas destacam valorização do salário mínimo
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, destacou durante a mobilização algumas das medidas implementadas pelo governo Lula.
Entre elas estão a reconstrução do Ministério do Trabalho, a retomada da política de valorização do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Os dirigentes também apontam a redução do desemprego e a recuperação da renda como razões para intensificar a mobilização dos trabalhadores durante a campanha.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou os avanços obtidos no mercado de trabalho e defendeu maior participação das organizações sindicais no processo eleitoral.
Sindicatos querem ampliar mobilização
A plenária, coordenada por Clemente Ganz Lúcio, discutiu estratégias para transformar o apoio político em mobilização concreta durante os próximos meses.
O objetivo não é apenas trabalhar pela reeleição de Lula e Alckmin, mas também contribuir para a eleição de deputados e senadores comprometidos com os direitos dos trabalhadores.
A avaliação das lideranças é que a composição do Congresso será decisiva para determinar a capacidade de um novo governo Lula de avançar em pautas trabalhistas e sociais.
Por isso, sindicatos, federações e confederações deverão funcionar também como espaços de diálogo político com trabalhadores e comunidades.
Ruas, redes sociais e comitês populares
A estratégia eleitoral prevê atuação simultânea em diferentes frentes.
Gilberto Carvalho, integrante da coordenação da campanha, destacou a necessidade de mobilização nas ruas, presença nas redes sociais, organização de comitês populares e formação de porta-vozes capazes de dialogar diretamente com os eleitores.
A meta é ampliar a campanha nos locais de trabalho e nas comunidades e criar uma rede nacional de mobilização em torno da candidatura.
Entre as iniciativas está a criação do portal Porta-Voz do Lula, destinado a fornecer informações e materiais para apoiadores da campanha.
Também está prevista uma ferramenta para receber denúncias de assédio eleitoral, em articulação com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Fim da escala 6×1 entra na mobilização
A campanha sindical também estará associada a reivindicações concretas dos trabalhadores.
Entre as principais bandeiras está a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, tema que ganhou espaço crescente no debate político nacional.
As entidades pretendem levar suas propostas aos candidatos nos estados e estimular o debate sobre trabalho, renda, proteção social e representação sindical.
Outro objetivo é ampliar a presença de representantes ligados ao mundo do trabalho no Congresso Nacional.
Apoio vai além da eleição presidencial
Para os mais de 400 dirigentes que aderiram à mobilização, a eleição de 2026 não se resume à escolha do presidente da República.
A estratégia envolve a construção de uma bancada parlamentar capaz de sustentar políticas de valorização do trabalho e avançar em temas considerados prioritários pelo movimento sindical.
Ao declarar apoio a Lula e Alckmin, as entidades argumentam que o atual projeto combina crescimento econômico, fortalecimento industrial, geração de empregos, valorização salarial e políticas de distribuição de renda.
É essa combinação que explica a mobilização de centenas de dirigentes sindicais em torno da chapa.
A partir de agora, o desafio das centrais será transformar o apoio institucional em presença nos locais de trabalho, nas ruas e nas redes sociais, buscando fazer do movimento sindical uma das principais forças organizadas da campanha pela reeleição de Lula e Alckmin.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Brasil 247



