Padilha recebe visto e pode ir aos Estados Unidos acompanhar Lula na ONU. Lewandowski também foi liberado

Os Estados Unidos concederam visto ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quinta-feira (18). O ministro ainda não decidiu se irá à Assembleia Geral da ONU em Nova York e à Conferência da Organização Pan-Americana de Saúde na próxima semana acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o ministério, Padilha vai priorizar a tramitação da medida provisória do programa Agora tem Especialistas, mas a expectativa é que consiga conciliar com a agenda internacional.
Em agosto, os EUA cancelaram o visto da mulher e da filha do ministro. A autorização de Padilha para entrar no país não tinha sido alvo do governo de Donald Trump, porque já estava vencida. A punição aplicada pelo governo dos EUA foi justificada por conta da participação de Padilha no acordo com Cuba para a criação do programa Mais Médicos com profissionais de saúde daquele país.
No início da semana, Padilha ironizou o tema e citou música da cantora Luka ao comentar sobre a questão: “Tô nem aí”, disse. O ministro recebeu visto G2, que é uma modalidade especial para funcionários de governos estrangeiros que visitam temporariamente os Estados Unidos.
Ao comentar sobre o visto, após lançamento de medidas de cuidado a pessoas com deficiência, Padilha disse que a autorização é uma “obrigação” de países que sediam eventos da ONU e de outros organismos internacionais.
“Eu recebi o visto hoje, daquilo que obrigação de um país que tem um acordo sede com organismo internacional da ONU e da Opas, que tem que garantir o acesso de uma autoridade que é convidada para esse evento”, disse.
O ministro da Saúde reiterou que ainda avalia sua participação na Assembleia Geral da ONU, mas confirmou presença no evento da OPAS. Padilha explicou que como o evento da ONU coincide com a votação da MP do Agora tem Especialistas sua prioridade é acompanhar a votação no Congresso.
“Essa sessão na assembleia geral da ONU acontece no dia 25, então estou ainda avaliando. Vou avaliar ao longo dos dias para decidir se estarei presente ou não. A assembleia geral da OPAS é dia 29 e 30, aí já concluiu a votação no Congresso Nacional. Então estou absolutamente decidido pela importância que tem a participação do ministro da Saúde na assembleia geral da OPAS”, disse.
Há dois dias, o governo dos Estados Unidos concedeu o visto diplomático para o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O ministro foi avisado na terça-feira, dia 16, pelo Itamaraty que seu visto foi liberado pelo Departamento de Estado.

EUA LIBERAM VISTO DE LEWANDOWSKI PARA ASSEMBLEIA DA ONU
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, teve seu visto liberado pelos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o UOL, a decisão ocorre após um impasse diplomático e segue o acordo firmado em 1947 entre a ONU e o governo estadunidense, que obriga os EUA a conceder vistos “sem custo e o mais rápido possível” a todas as delegações oficiais que participam de reuniões nas Nações Unidas.
O visto do ministro havia sido revogado em meio às sanções impostas ao Brasil e a integrantes do Judiciário brasileiro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, devido ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal sobre o planejamento de um golpe de Estado. O ex-mandatário foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Obrigação dos EUA em conceder vistos para a ONU
O tratado de 1947 impede que autoridades americanas recusem entrada a representantes de países membros quando se trata de compromissos oficiais da ONU. A medida garante a participação de Lewandowski, que inicialmente havia enfrentado obstáculos na liberação.

Situação de Alexandre Padilha segue indefinida
Enquanto Lewandowski já tem presença confirmada, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, segue sem visto. Desde 2024, ele enfrenta restrições, que recentemente se estenderam à sua esposa e à filha, alvos de sanções impostas no mês passado. Com ironia, Padilha comentou: “Eu não tenho intenção nenhuma de ir para a Disney”, ao minimizar a polêmica sobre as sanções.

Haddad e Marina Silva já estão autorizados
Outros ministros do governo Lula conseguiram a liberação sem grandes contratempos. Fernando Haddad, da Fazenda, teve o visto autorizado na última semana, enquanto Marina Silva, do Meio Ambiente, já estava com a documentação regularizada para viajar a Nova York.

EUA preparam novas sanções contra o Brasil
Em paralelo, a relação entre Brasília e Washington deve enfrentar novos atritos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou à Fox News que novas sanções serão anunciadas em resposta à condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, decisão que ainda admite recurso. Rubio afirmou que as medidas devem ser divulgadas na próxima semana, aumentando a tensão diplomática às vésperas da participação de Lula na Assembleia Geral da ONU.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
R7

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