‘TariFlávio’ explode nas redes sociais e reúne mais de 7 milhões de menções após tarifa dos EUA

A repercussão da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros também ganhou força nas redes sociais. Levantamento da agência de inteligência digital Ativa Web aponta que o tema gerou mais de 21,4 milhões de citações e interações nas plataformas Instagram, X e TikTok nas últimas 24 horas.
Segundo o estudo, a expressão “TariFlávio” concentrou aproximadamente 7 milhões de menções ou interações, o equivalente a cerca de 32% de toda a conversa sobre o assunto nas redes.
O termo passou a ser utilizado por usuários para relacionar o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao debate sobre a decisão do governo do presidente norte-americano Donald Trump de sobretaxar produtos brasileiros.
Disputa política domina repercussão
De acordo com o levantamento, a discussão nas redes sociais ultrapassou os impactos econômicos da medida e passou a ser marcada por uma disputa política entre apoiadores do governo federal e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Enquanto parlamentares e integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que integrantes da família Bolsonaro teriam contribuído para o agravamento da relação entre Brasil e Estados Unidos, aliados do ex-presidente passaram a compartilhar declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que atribuiu ao governo brasileiro a responsabilidade pelo impasse nas negociações comerciais.
Segundo a Ativa Web, o debate digital ficou concentrado na tentativa de atribuir responsabilidade política pela sobretaxa, enquanto temas técnicos ligados à política comercial entre os dois países tiveram menor espaço nas discussões.
“O volume de interações e menções ao tarifaço demonstra que o assunto ultrapassou rapidamente o campo econômico e se transformou em uma disputa política, eleitoral e reputacional. Nas redes sociais, a discussão não está concentrada nos produtos afetados ou nos detalhes técnicos da Seção 301. A maior parte da conversação observada procura definir quem deve ser responsabilizado pelo prejuízo imposto ao Brasil”, afirmou o fundador da Ativa Web, cientista de dados Al.
A tarifa adicional de 25% foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos e deve entrar em vigor em 22 de julho para produtos brasileiros que não estejam na lista de exceções divulgada pelas autoridades norte-americanas.
Folhams.com.br



