Artista de Lagoa Seca retrata em seus quadros a força da mulher negra e a religiosidade humana. Veja vídeo
“A arte não tem certo nem errado, é você se expressar e pintar”. Foram estas palavras que me fizeram ainda mais encantado pelo vultoso trabalho desenvolvido por esta moradora de Lagoa Seca/PB.
Cursos de pintura? Que nada! Puro talento e simpatia fazem de Maria Lúcia Gomes (ou simplesmente Lucinha) uma artista que age sob a luz do sol e no silêncio de sua casa, um verdadeiro santuário de inspirações.
A pintora começou a enveredar pelo mundo das cores ainda muito cedo, quando era uma criança. Sem muitas condições na época, seu primeiro pincel foi um de esmalte, recorda Maria.
Com o tempo, suas telas iam se aperfeiçoando e sua vocação ganhava espaço. Mas é preciso transcender, ir além. O mundo precisa.
A paraibana afirma que encontrou no conterrâneo Joab Rocha e no francês Claude Monet motivos para seguir adiante e criar seu próprio estilo – modernista, claro.
Imersos numa sociedade preconceituosa, seus quadros clamam para que a mulher preta ganhe mais espaço e seja notada; não é para menos. A divindade é, também, razão pela qual Lúcia gosta de envolver cores e jogá-las sobre a tela branca. Religiosidade nunca é demais para quem sempre teve fé e nunca deixou de lutar pelo que queria.
E vem mais novidade por aí. Em dezembro uma exposição está para acontecer: “As pretas da Lu” – o nome já diz tudo e promete trepidar o universo da arte.
Por Yago Fernandes



