Lula vive melhor momento em aprovação, avaliação e intenções de voto, aponta pesquisa Meio/Ideia

O presidente Lula (PT) alcançou o seu melhor desempenho desde o início da série histórica da pesquisa Meio/Ideia. De acordo com o levantamento, a aprovação à gestão do chefe do Executivo subiu para 48,5%, enquanto a taxa de desaprovação recuou para 49%, registrando o menor índice já medido pelo estudo. Pela primeira vez na série histórica, a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário político no momento, superou a do próprio presidente.
A pesquisa aponta um momento de consolidação para o governo federal, acompanhado pela melhora na avaliação geral da gestão e pelo crescimento da parcela da população que defende a continuidade de Lula na Presidência da República. O percentual de entrevistados que classifica a administração como “ótima” ou “boa” chegou a 36,6%, aproximando-se do grupo que a considera “ruim” ou “péssima”, que soma 37%. Esse empate técnico virtual representa a menor distância entre a avaliação positiva e a negativa em oito meses — em maio, a diferença desfavorável ao governo era de 15 pontos percentuais. Paralelamente, 48% dos brasileiros afirmam que Lula merece um novo mandato, atingindo o patamar mais alto já registrado pelo instituto.
No cenário eleitoral, o presidente mantém liderança e amplia vantagem nas simulações testadas. No primeiro turno estimulado, Lula aparece na frente com 43% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 35%. Na sequência, figuram o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5,7%; Renan Santos (Missão), com 4,7%; e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que registra 2,6%.
Em eventuais confrontos diretos de segundo turno, o presidente consolidou a dianteira diante do parlamentar do PL. Após um período de empate técnico registrado em abril e de uma liderança numérica de Flávio em maio, Lula assumiu a liderança isolada e atinge 48,5% das intenções de voto, contra 43% atribuídos ao seu oponente.
Demografia do voto e índices de rejeição
A análise detalhada dos dados demográficos expõe os nichos de maior apoio e resistência dos pré-candidatos. O presidente conserva sua maior força entre o eleitorado feminino, no qual atinge 55% das intenções de voto em um eventual segundo turno, ante 34,5% de Flávio Bolsonaro. Em contrapartida, no segmento masculino, a preferência se inverte: o senador lidera com 52,2% das intenções, enquanto Lula registra 41,5%. A aprovação do governo também se mostra mais sólida entre os católicos e no eleitorado da Região Nordeste, ao passo que as taxas de resistência continuam concentradas entre os evangélicos e os moradores das regiões Sul e Sudeste.
No quesito rejeição, o levantamento apontou que Flávio Bolsonaro atingiu o patamar mais elevado de sua série histórica, com 48% dos eleitores declarando que não votariam nele de jeito nenhum. O número supera o índice de rejeição de Lula, que se fixou em 47,4%.
Os dados da pesquisa foram coletados entre os dias 31 de julho e 3 de agosto.
Percepção sobre cenários internacionais e influência externa
O estudo da Meio/Ideia buscou medir ainda o impacto e a percepção dos eleitores brasileiros sobre eventuais pressões políticas e influências externas, em especial vindas dos Estados Unidos. Consultados sobre a hipótese de o governo norte-americano contestar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro, 31,5% dos entrevistados responderam que uma declaração nesse sentido traria prejuízos ao Brasil. Em sentido contrário, 29,8% avaliaram que tal postura não causaria danos, enquanto 24,2% adotaram uma posição de neutralidade.
Por fim, o levantamento investigou o peso de apadrinhamentos internacionais diretos na decisão do eleitorado. Diante da possibilidade de o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump manifestar apoio formal a algum pré-candidato no Brasil, 44,9% dos ouvidos afirmaram que a sinalização do líder republicano não aumentaria a chance de votarem no nome indicado. Por outro lado, 20% dos entrevistados declararam que a chancela de Trump influenciaria positivamente sua escolha na urna.
A pesquisa, contratada pelo Canal Meio, foi feita entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2026, com 1,5 mil eleitores acima de 16 anos. A margem de erro máxima estimada é de 2,5% pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-04579/2026.
Brasil 247



