Petrobras reduz em 14,2% preço do querosene de aviação a partir de junho

A Petrobras vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras a partir de junho, o que corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado nesta segunda-feira (01).
A queda dos preços do combustível de aviação, que ocorre após altas sucessivas desde março, reflete a “atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais” ocasionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, disse a Petrobras.
Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem todo começo de mês, conforme previsto em contratos.
Apesar da queda anunciada para junho, o combustível ainda acumula alta de 54,5% em 2026. Em comparação com dezembro do ano passado, o preço médio do querosene de aviação está R$ 1,98 por litro mais caro.
Na semana passada, o governo federal prorrogou até 31 de julho a isenção de impostos sobre a venda e a importação de querosene de aviação e biodiesel. A medida integra o pacote anunciado em abril para reduzir os impactos da alta do petróleo sobre os combustíveis no país.
O benefício, que expiraria em 31 de maio, reduz custos para companhias aéreas e produtores de combustíveis e pode ajudar a limitar o repasse de preços aos consumidores.
O querosene de aviação é um dos principais componentes dos custos das empresas aéreas. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível passou a representar cerca de 45% das despesas operacionais do setor após os reajustes registrados nos últimos meses.
Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, seus preços seguem as cotações internacionais do petróleo, o que amplia os efeitos das oscilações do mercado externo.

• ✈️ Com a valorização da commodity e as tensões no Oriente Médio, companhias aéreas de diversos países passaram a enfrentar custos maiores, o que pode resultar em passagens mais caras e revisões de projeções financeiras.

Relembre o pacote para conter a alta dos combustíveis
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o conjunto de medidas tem custo estimado em R$ 30,5 bilhões.
O governo, porém, afirma que não haverá impacto nas contas públicas, já que os gastos serão compensados por outras receitas, como a arrecadação sobre o diesel e os royalties pagos pelas empresas pela exploração de petróleo.

O pacote prevê subsídios para reduzir o preço de alguns combustíveis e inclui:
• subvenção ao diesel, importado e nacional;
• isenção de impostos federais sobre o biodiesel;
• subvenção ao gás de cozinha (GLP);
• subvenção ao querosene de aviação;
• linhas de crédito para o setor aéreo.

Como parte dessas ações, o Ministério da Fazenda definiu no sábado (31) uma subvenção de R$ 351,50 por metro cúbico de diesel — equivalente a R$ 0,35 por litro.
O benefício será pago a produtores e importadores do combustível por dois meses, com possibilidade de prorrogação.

G1

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