Secretário de Trump compara Brasil a Venezuela e diz que país Brasil não é ‘amigável’ aos EUA”

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o Brasil não é um país amigável aos Estados Unidos, assim como Nicarágua, Cuba e Venezuela.
Na declaração, Rubio defendeu a política externa do governo de Donald Trump para o Hemisfério Ocidental. O secretário disse ainda que há uma coalizão de países amigos no continente americano e colocou o Brasil na lista de exceções de aliados.
Durante uma audiência no Senado americano, Rubio não detalhou quais seriam os países que fazem parte da coalizão.
A fala ocorre um dia após a Casa Branca propor uma nova tarifa adicional de 25% sobre os produtos importados do Brasil e poucos dias depois de Rubio anunciar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
O secretário acrescentou ainda que Washington precisa transformar o alinhamento na região da América Latina em ações concretas após 20 anos de negligência. Segundo ele, neste período, a China e outras potências ampliaram uma influência na área:
“Agora temos neste hemisfério uma coalizão de países amigos – mais de uma dezena – que se alinharam para trabalhar não apenas nas questões de segurança que todos temos em comum, mas também na prosperidade econômica, que andam de mãos dadas. É uma história incrivel a de que, basicamente, com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que continua com alguns desafios, e claro, do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral. Em geral, é agora uma região repleta de aliados americanos”, afirmou.
Nesta terça-feira (2), o presidente Lula criticou Rubio ao comentar o relatório norte-americano que propõe a sobretaxa de 25% aos produtos brasileiros. O petista afirmou que o secretário americano é anti-América Latina e que não gosta do Brasil.

Guerra no Oriente Médio
Ainda nas declarações de Rubio, durante a sabatina no Congresso dos Estados Unidos, ele também falou sobre a guerra no Oriente Médio.
Rubio negou que as negociações de paz com o Irã tenham sido interrompidas, após Teerã afirmar ter cortado as conversas em retaliação aos ataques de Israel no Líbano.
O secretário de Estado afirmou ainda que o governo iraniano concordou em discutir aspectos de seu programa nuclear, o grande ponto de discordância entre os dois lados.

CBN

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